terça-feira, abril 07, 2009

"Chill Mysteries"



“Chill Mysteries” foi um disco gravado no famoso Mosteiro de Camaiore na belissima Toscânia, em Itália, “Chill Mysteries” consegue manter intacta a beleza imortal das composições da Idade Média com toda a sua envolvência meditativa e de espírito.
Ao ouvirmos o disco, música após música, apercebemo-nos que vamos ficando enebriados com a calma e a harmonia interior que “Chill Mysteries” vai transmitindo.
Produzido por alguns dos mais experientes produtores de música lounge torna-se notória a sua influência europeia através de sonoridades recentes de chill out.


quarta-feira, abril 01, 2009

O melhor de 2008 em "Everybody Dance Now 3"




Everybody Dance Now VOL. 3


Neste terceiro volume editado pela Ovação, através da prestigiada ToCo Europe, pode-se de novo escutar alguns dos mais brilhantes DJ's europeus, alguns dos temas mais ilustrativos da linha electro/techno que foram/são sucesso nas pistas de todo o mundo.
Somos obrigados a destacar – pelo êxito obtido nos Tops Digitais - o tema de Carlos Silva feat. Nelson Freitas “Cré Sabe”, que durante semanas comandou a tabela de vendas em Portugal.


Mas há mais: o single popularizado por Madonna «Give It 2 Me» ao som dos , «Love Lockdown» de Kanye West ao som de ou «Save Tonight» de Eagle-Eye Cherry pela batida dos
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Everybody Dance Now Vol. 3
A «dance music» no seu melhor! De novo a um preço convidativo: 9,95€

"Histórias de Chocolate" o disco com sabor a Páscoa por José Jorge Letria

Juntam-se neste CD 12 histórias inéditas de José Jorge Letria, que têm como temática o chocolate e as várias formas de imaginação às quais, com muito humor e criatividade, ele pode ser associado.
As histórias são narradas pelo próprio autor, que é um dos nomes mais destacados da literatura portuguesa, com destaque para a chamada infanto-juvenil. José Jorge Letria tem cerca de duas centenas de títulos publicados em vários géneros, da poesia ao teatro, está traduzido em mais de uma dezena de línguas e recebeu importantes prémios literários em Portugal e no estrangeiro.
«Histórias de Chocolate» é um disco para ouvir em qualquer momento e em todos os momentos, por públicos de todas as idades, mais agora com a Páscoa a caminho.
Estas histórias chegam em primeira mão ao público através de um CD com a voz do autor, dando sequência a «Fábulas de La Fontaine», também editado pela Ovação, em que José Jorge Letria seleccionou e narrou algumas das melhores fábulas de La Fontaine traduzidas por nomes como Bocage, Curvo Semedo ou João de Deus.
«Histórias de Chocolate» é um conjunto de histórias breves, imaginativas e divertidas que celebram o prazer de gostar de chocolate, mas também a dádiva da imaginação e do humor.


É puro divertimento que dá gosto ouvir e partilhar, já que, mesmo que apeteça muito, não se pode comer.






segunda-feira, janeiro 05, 2009

Um dos 5 melhores discos do Ano de 2008




A Antena 1 elegeu como um dos cinco melhores discos do ano de música nacional em 2008 p novo disco de Pedro Barroso «SensualIdade»

terça-feira, dezembro 23, 2008

Vários - «Fado Capital: A Essência do Fado de A a Z»

O fado tem história. Uma história que nos é c(a)ontada de diferente formas por várias gerações. A Ovação conta a sua.
O fado é, sem dúvida alguma, um dos mais tradicionais cartões de visita do nosso país. Apesar das suas origens permanecerem obscuras, o fado é tipicamente uma canção portuguesa, embora seja indiscutível a sua raiz urbana. Ainda hoje nos bairros históricos de Lisboa; Alfama, Mouraria, Castelo ou Bairro Alto, se continua a calar todas as noites os ruídos das conversas, perante a tão célebre frase: «Silêncio, que se vai cantar o fado».
A Ovação, uma das mais prestigiadas editoras nacionais, detentora de um dos mais valiosos e históricos espólios de fado, tem vindo ao longo dos anos a priveligiar esta vertente musical no seu extenso catálogo. Prestigiando esta sua politica editorial, a Ovação acaba de editar «Fado Capital: A Essência do Fado de A a Z» uma caixa de 10 CD's, complementada por um DVD.
«Fado Capital: A Essência do Fado de A a Z» é uma magnifica exposição do tributo ao Fado e aos seus cultores, divulgando o Fado, de Lisboa e de Coimbra, num percurso que abarca várias gerações e estilos. Ao longo do percurso destes 10 CD's somos convidados a conhecer os diferentes ambientes em que o fado é protagonista. A desgarrada, as guitarradas e o canto.
Nela evocam-se nomes do passado como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Fernando Maurício, Vicente da Câmara ou Celeste Rodrigues. A nova geração, aquela que voltou a dar ao fado a dignidade que se ia perdendo, também está representada por nomes como Paulo Bragança, Encores Fado, Margarida Guerreiro ou Catia Montemor.
E com se trata de uma extensa e criteriosa compilação: de Ada de Castro a Zélia Lopes, «Fado Capital: A Essência do Fado de A a Z» não poderia esquecer os instrumentistas, alguns daqueles que elevaram a guitarra portuguesa a um dos mais carismáticos e belos instrumentos musicais no panorama musical mundial, como por exemplo: António Bessa, António Chaínho, Fontes Rocha, Jaime Santos, Pedro Caldeira Cabral ou Custódio Castelo.
O Fado de Coimbra marca a sua presença nas prestigiadas e imortais vozes de José Afonso, Luiz Goes, Sutil Roque, Fernando Rolim ou o Grupo de Fados de Coimbra.
O DVD, como já aqui referido, é um perfeiro complemento a «esta história de fado». É um filme que não pretende formular teorias nem apontar caminhos luminosos, tratando-se apenas de uma viagem através das ruas de Lisboa e dos meandros do fado. Com depoimentos e participações de grandes nomes ligados ao fado – Camané; João Ferreira Rosa; Ana Sofia Varela; Carlos do Carmo; Helder Moutinho; João Braga, Maestro António Vitorino de Almeida ou Maria Ana Bobone, entre tantos outros – este DVD incluí ainda vários video clips de grandes fadistas como Alfredo Marceneiro, Carlos do Carmo, Lucilia do Carmo, e um excerto de Filme de Amália, sendo narrado por Filipe Férrer.
Mais de que uma antologia de fado, «Fado Capital: A Essência do Fado de A a Z» é a perfeita homenagem aos cantadores e cantadeiras que fizeram do fado aquilo que ele é: A canção portuguesa por excelência.

José Jorge Letria - «Apetece-lhe Pessoa?»

Fernando Pessoa desde muito novo, depois da morte de seu pai e do seu irmão, começou a inventar heterónimos — «personas» imaginárias para povoar um teatro íntimo do eu. O menino de seis anos que trocava cartas com um correspondente fictício, mudou-se para Durban, África do Sul, surgindo um certo Alexander Search, invenção para quem Pessoa criou uma biografia, traçou o horóscopo e em cujo nome calmamente translúcido escreveu poesia e prosa em língua inglesa. Seguir-se-iam outras 72 personagens em busca de um autor.
Em 1905, regressou a Lisboa. De imediato abandonou a universidade e tornou-se autodidacta. Serviu como correspondente de comércio estrangeiro, traduzindo e compondo cartas em inglês e francês. De vez e quando, traduzia poemas estrangeiras. Essa existência marginal e autónoma vincula Pessoa a outros mestres da modernidade urbana, como James Joyce, Ítalo Svevo e, de certo modo, Franz Kafka.
Até 1909, a poesia imputada a Alexander Search permanece em inglês, à expceção de seis sonetos portugueses. O ano de 1912 marcou uma reviravolta. Pessoa envolveu-se nos incontáveis círculos, conventículos e publicações efémeras de cunho lítero-estético-político-moral que surgiram da crescente crise social portuguesa. Surge assim Alberto Caeiro. Mas Caeiro não saltara à existência sozinho. Viera acompanhado de dois discípulos principais. Um era Ricardo Reis, o outro Álvaro de Campos. Cada uma tem sua própria biografia e físico detalhados. Caeiro é loiro, pálido e de olhos azuis; Reis é de um vago moreno mate; e Campos, entre branco e moreno, tipo vagamente de judeu português, cabelo, porém, liso e normalmente apartado ao lado, monóculo, como nos diz Pessoa.
O inter-relacionamento dos três, seja na atitude ou no estilo literário, é de uma densidade e subtileza jamesianas, a exemplo de seus vários laços de parentesco com o próprio Pessoa. O Caeiro em Pessoa faz poesia por pura e inesperada inspiração. A obra de Ricardo Reis é fruto de uma deliberação abstracta, quase analítica. As afinidades com Campos são as mais nebulosas e intricadas.
É todo este labirinto de poetas-personagens que José Jorge Letria, nos devolve nesta homenagem intitulada «Apetece-lhe Pessoa», editado pela Ovação. Nele José Jorge Letria, escritor e jornalista, um dos mais destacados cantautores de antes e depois do 25 de Abril, com mais de uma centena de títulos publicados, oferece-nos uma das mais belas homenagens à palavra de Pessoa, num ano que se comemoram 120 anos do seu nascimento. Neste registo podem-se escutar 16 poemas de Fernando Pessoa, 7 de Alberto Caeiro, 5 de Ricardo Reis, 9 de Álvaro de Campos e dois fragmentos extraídos de «O Livro do Desassossego» de Bernardo Soares.
Um disco de eleição, de um poeta de excepção, declamado por um dos mais prestigiados nomes da cultura nacional, José Jorge Letria.

quarta-feira, outubro 29, 2008

BNB - «Bossa Mamma Mia!»

Imagine-se o exotismo e o colorido da «bossa nova» com o que de melhor se fez, desde sempre, na música «pop»...A música dos Abba.
O resultado é um disco inovador, brilhante mesmo.
A «bossa nova» nasceu nos anos 50, criada por jovens de classe média alta do Rio de Janeiro. Tom Jobin e João Giberto foram sem dúvida os nomes que mais se destacaram nesta inovadora, para a época, vertente musical. A sua paternidade vinha do samba e do jazz. No início foi descrita como elitista, feita pela classe média e para a classe média. Mas a verdade é que a «bossa nova» foi o género musical que tornou o Brasil como uma das maiores potências musicais do planeta.
A música de Abba não tem comparação na música dita popular. Formados em 1972, Agnetha Fältskog, Björn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid “Frida” Lyngstand, ultrapassaram as fronteiras da Escandinávia ao venceram o Festival da Eurovisão em 1974 com Waterloo, lançando-se então numa carreira de popularidade global como não se via desde os tempos dos Beatles. As suas canções tornaram-se rapidamente enormes sucessos universais. Para a memória colectiva ficam canções, entre dezenas, como «The Winner Takes It All»; «Dancing Queen»; «Super Trouper»; «I Have A Dream»; «Take A Chance On Me»; «Gimme, Gimme, Gimme»; Knowing Me, Knowing Me»; «Fernando» ou «Mamma Mia». O facto é que, 25 anos depois do fim da aventura, a música dos Abba continua tão popular como o foi em tempo de vida do grupo.
A Ovação edita agora «Bossa, Mamma Mia», pelos BNB. Um disco em que a musicalidade dos Abba é transportada, de forma absolutamente perfeita, para a «bossa nova». Para além de um disco de grande elegância técnica e originalidade, «Bossa, Mamma Mia» revela-se uma outra forma de se escutar canções imortais em tons mais tropicais.
«Bossa, Mamma Mia» é um disco fundamental pela sua criteriosa abordagem à música dos Abba.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Pedro Barroso - Sensual Idade

A música de Pedro Barroso é transversal e atravessa idades e gerações, sempre plena de significados e de sensibilidade. Se dúvidas existissem aí está este novíssimo «Sensual Idade», a comprová-lo.
Vindo inicialmente de uma área de intervenção crítica, a música e as palavras de Pedro Barroso têm denotado uma progressiva opção temática de um carácter mais abrangente, onde releva uma aprofundada procura dos seus grandes temas de sempre - o amor, a solidariedade, a História, a reflexão íntima sobre os valores da vida - assumindo-se como um autor sério e rigoroso, cada vez mais respeitado enquanto cantor, poeta e compositor.
Considerado como um dos últimos trovadores de uma geração inconformada - que ajudou, pela canção, a conquistar as liberdades democráticas para Portugal, Pedro Barroso continua a constituir-se como uma proposta alternativa, sempre irreverente, critica e sensível nos seus concertos, repletos de emoção e coloquialidade.
A par com uma extensa Discografia como autor e compositor (cerca de 30 discos editados, entre Ep’s, singles, LP’s, CD’s, Antologias várias e discos colectivos), Pedro Barroso tem também publicado poesia («Cantos falados» ed. Ulmeiro, 1996; «das Mulheres e do Mundo» ed. Mirante, 2003) e ficção ( «O País Pimba» Ed Calidum, 2006, brevemente «Contos Anarquistas»)
«Sensual Idade» aponta sobretudo a um público adulto, pois aborda a sensualidade e algumas das suas múltiplas variantes no complexo e sempre insondável universo do sentir humano. Um registo discográfico que mergulha com subtileza e abrangência em tão susceptível e melindrosa matéria. Aposta ganha, diríamos nós, até por reflectir observação, segundo o próprio, filha de muita idade e muita experiência.
É sem dúvida um disco de fino traço poético e extremamente elegante. Apela ao sonho e ao sorriso. Apela à inteligência e à tolerância. E conduz-nos, de tema em tema, a um universo de bom gosto e cumplicidade.
Sensual Idade é um disco de doze canções e dois poemas, onde a poesia ganha voz, em simbiose superior com ambiências sonoras envolventes e perfeitas. Para isso, muito contribui o excelente naipe de músicos com que Pedro Barroso se fez acompanhar na produção deste novo projecto. Assim, além dele próprio, assumem especial relevo as participações de Luís Petisca (bandola, guitarra portuguesa e clássica); Manuel Rocha (violino); Miguel Carreira (Acordeão); Luís Sá-Pessoa (violoncelo); Rodrigo Serrão (contrabaixo); Nuno Fernandes (tuba); Nuno Barroso (Piano, coros): ou o S. Marcos Quartet, entre outros. De destacar também a colaboração de Lara Li que partilha um dueto brilhante.
Um disco que roça a perfeição, onde a melodia e as palavras se abraçam e, num eterno beijo se deixam cantar, como por encanto, por um dos maiores ‘cantautores’ nacionais.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Alfredo Marceneiro - Quadras Soltas»

Revisitar Marceneiro
Se fadista houve que, de modo absolutamente incontestável, marcou a história e a evolução do fado, ele foi Alfredo Duarte, marceneiro por profissão e Marceneiro de nome artístico. A sua longa carreira abrangeu praticamente todo o século XX e todas as diferentes fases por que o género passou, dos bailes de bairro, cafés de camareiras e retiros até às casas de fado e edições discográficas. A ele se devem algumas das mais clássicas e aclamadas composições do género embora ele não fosse compositor nem tivesse educação musical.
Marceneiro de profissão sempre teve uma especial predilecção pelo canto e representação, gosto que herdara de sua mãe. A sua voz fora já notada em algumas cegadas carnavalescas, típicas do início do século XX, em que participara. Nesse tempo os bailes abriam-se a todos aqueles que tivessem habilidade e gosto para cantar e a voz de Marceneiro começou aí a destacar-se, embora ele próprio não considerasse ter uma grande voz. Ao contrário dos fadistas de carreira, que se podiam dar ao luxo de encomendar letras especificamente para o seu repertório, estes amadores interpretavam versos que eram publicadas nas muitas revistas de fado existentes, dirigidas por nomes célebres como o cantor Carlos Harrington ou o letrista Linhares Barbosa.
Inicialmente por Alfredo Lulu pelo cuidado que colocava na sua aparência, só na década de 20 o fadista passaria a ser conhecido artisticamente como Marceneiro, numa altura em que a sua reputação já era assinalável no meio. Não se limitava aos bailes ou desgarradas; era também presença assídua dos célebres "cafés de camareiras" que, aliás, recordaria anos mais tarde numa das suas melhores criações, e numa das primeiras casas de fado, o Catorze do Rato, onde foi notado pelo poeta popular Manuel Soares, que lhe escreveu as suas primeiras letras.
Em 1924 que recebe o seu primeiro contrato profissional, actuando no Chiado Terrasse, pois até aí cantava para pagar o jantar, reflectindo a tradição fadista que levava os cantadores a actuar apenas uma ou duas noites por semana para não privarem os colegas de trabalho, e a interpretarem apenas o seu próprio repertório. Era uma época de verdadeiro amadorismo, em que os fadistas cantavam por gosto sem pensar na aclamação do público ou no cachet que receberiam no fim; é, aliás, desta época que datam as desgarradas e cantares ao desafio, nascidos das «guerras» amigáveis entre cantadores que definiam as suas qualidades e reputação. Só com a implantação das casas típicas de fado o panorama se começou a alterar e Marceneiro foi um dos que mais se popularizou graças a elas, chegando inclusive a ser convidado para cantar em revistas teatrais, onde se estreou em 1930.
Depois é história. A história daquele que foi indubitavelmente a maior figura de sempre do fado no masculino.
A Ovação reedita agora, na sua série «Colecção Fado», um dos seus disco mais marcantes «Quadras Soltas», álbum em que se pode escutar o imenso virtuosismo vocal, em fados como «O Pagem»; «Rainha Santa»; «Sinas»; «Cabaré»; «Remorso» ou «Quadras Soltas».
Disco de audição obrigatória, revela-se também um documento musical de inegável valor histórico para o fado em particular, para a música nacional em geral.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Vários - Tribute To Beatles

REVIVER O PASSADO

Os Beatles foram inquestionavelmente a banda mais famosa de todos os tempos. É quase humanamente impossível nunca se ter escutado uma canção dos Beatles ou uma refência ao seu nome. Entre lendas e verdades, os Beatles marcaram a história da música e vão ser eternamente recordados. Note-se que mais de três décadas depois da turbulenta dissolução, continuam a ser o grupo mais escutado e influente de sempre. O seu extraordinário sucesso definiu um padrão global que serve de bitola para todas as novas gerações e novas bandas.

Os Beatles foram muito mais além da música tornando-se num fenómeno global em que é inevitável inserir a banda num contexto para além das fronteiras musicais. Eles contribuíram para o renascer de uma geração com novos ideais e ambições. Independentemente da idade, é difícil encontrar alguém que goste de música que não se tenha deixado encantar com pelo menos um tema composto pela dupla Lennon & McCartney.
Os Beatles incluíram na sua carreira contextos que influenciaram todas as gerações seguintes: foram os precursores da música de cariz indiana no pop/rock ocidental; foram a primeira banda a fazer videoclips das suas canções e o álbum «Srg. Pepper's Lonely Heart Club Band» foi o primeiro a conter um encarte com fotos e letras de suas canções.
Como se torna importante recordar que os Beatles, que sobreviveram a diferentes gerações, a Ovação edita o álbum «Tribute To The Beatles», em versões interpretadas por outros artistas. Neste registo podemos encontrar alguns dos temas musicais, que hoje são, indiscutivelmente, marcos da história da música universal como: All You Need Is Love»; «Something»; «Hey Jude»; «Let It Be»; «Help»; «Get Back»; «With A Little Help From My Friends»; «A Hard Day's Night» ou «Yesterday».

«Tribute To The Beatles», um disco de eleição, de memória e principalmente de grandes canções.

Grupo de Violas Campaniças -Viola Campaniça; Ilha dos Vidros



O chamamento da memória
Ouvir uma viola campaniça é responder a um chamamento. Não para o abismo ou desgraça mas para uma zona onde a paz de espírito envolve como crisálida tecida a doce e a tufos de penugem. As modas parecem vir lá do fundo libertando-se de amarras que as ligam às coisas perenes e belas como recordações de infância. É o chamamento da memória, dos amores passados à sombra dos seus trinados, das espirais de rodopios de mãos dadas, de corpos abraçados em comunhão. Ouvir a campaniça é lavrar um rego até ao horizonte das nossas sonoridades mais íntimas. As modas que acompanham são récitas a um tempo e a um espaço que continua a existir, porque queremos que exista. A Ilha dos Vidros pertence a um imaginário escorreito, ali, à mercê de um colectivo que morre todos os dias sem nada se saber da sua morte. Gente que atravessou a vida a pé mas que teve momentos de alegria e de amor, momentos de alegria e de amor, momentos de sorte e de azar. Venho da ilha dos vidros cantarola um almocreve atrás da charrua. Cantarola uma teenager pousando a mala dos vidros. Pedro Mestre é o legado de Manuel Bento tocador exímio, mestre na arte de dedilhar em toda a campaniça. Noiva de amor antigo, o cante ao baldão, que rejuvenesce para gáudio de todos nós.
O que Manuel Bento é agora Pedro Mestre. Acresce o talento porque Pedro está a iniciar um caminho que o levará para os outros caminhos. É construtor de violas. É ensaiador de grupos corais. Vive da viola campaniça e para a viola campaniça. Vamos em breve ouvir falar dele em particular. Nesta ilha dos vidros canta a duas vozes e assobia. É uma experiência que provoca a linha purista da tradição. É uma tentativa de levar a viola e as modas campaniças para um patamar de maior audição. Uma tentativa para que outros Pedros Mestres entrem em contacto com a viola. Iremos amplificá-la para que peça meças a outras violas e conquiste assim a atenção de potenciais tocadores. Para onde irá não se sabe. É chegado o tempo de a colocar noutras mãos e noutros ambientes. Aqui está uma tentativa. O público que ainda desconhece o mundo da viola e das modas campaniças vai ouvir novidade. E a novidade é boa. Pedro, Márcio, Celina, Lucinda e Evangelina. Deram o seu melhor para este CD. Agradecem a todos os que ouvirem.
José Luís Jones

Encontro de Violas

Chico Lobo e Pedro Mestre encontraram-se pela primeira vez no final da Primavera de 2006. A empatia que imediatamente se gerou entre ambos e se transformou em forte amizade alastrou-se às violas, entre as quais se estabeleceu uma relação de grande intimidade. A identificação entre a “caipira” de Chico Lobo e a “campaniça” de Pedro Mestre foi tão perfeita e humana que se assemelhou mais a uma ligação entre duas pessoas que há muito se conhecem do que a um simples encontro de dois instrumentos musicais. O diálogo que as violas estabelecem sempre que estão juntas, quer seja em palco, nos ensaios ou numa reunião ocasional, convence-nos que no bojo de cada uma delas vive uma alma escondida, que se liberta com o dedilhar dos seus mestres. Não há dúvida de que Chico Lobo tem razão ao dizer que a sua viola caipira é filha da viola campaniça de Pedro Mestre – uma ligação assim tem de ser umbilical.
Este CD é o resultado desta intensa relação entre duas culturas populares cimentadas na amizade dos dois músicos. Foi idealizado em Sete, a aldeia vasta planície do concelho de Castro Verde onde vive Pedre Mestre e que acolheu Chico Lobo no seu quotidiano de trabalho, celebração, preocupações e festa. Lado a lado com os homens e mulheres que cultivam a terra e escavam as minas, com as crianças que estudam e brincam, com os velhos que contam histórias antigas, os dois músicos trabalharam no seu disco.
“Encontro de Violas” é o registo inédito de (re)encontro entre esta cultura e a dos caboclos mineiros, ilustrado através do “choro” das violas populares do Brasil e de Portugal. O CD mostra como é possível os homens entenderem-se e de que modo a Cultura serve para o desenvolvimento dos povos. Basta que haja vontade e dos instrumentos brotará, não apenas beleza e talento, mas também conhecimento e paz. “Encontro de Violas” não é a soma da viola caipira de Chico Lobo com a viola campaniça de Pedro Mestre, é a união entre dois povos.

João Matias
Jornalista

Canta Bahia - Doce Mel

Depois de oito anos de pleno sucesso… os CANTA BAHIA voltam com “Doce Mel”
O projecto CANTA BAHIA nasceu de uma formação de jovens brasileiros, abençoados pela energia do clima tropical e da cultura baiana.
O grupo desfruta em Portugal e no mercado Europeu de uma popularidade fortíssima fruto dos nove discos já editados e galardoados com tripla platina. Quem não conhece os temas 'Carla'. 'Paixão e Loucura' 'Ilarié', 'Carta Branca' e o grande sucesso 'Morango do Nordeste'?
Uma banda eclética e inovadora que utiliza a simplicidade, a humildade e a maturidade para uma renovação constante. A variedade de estilos e ritmos é, sem dúvida, a chave mais marcante do sucesso dos CANTA BAHIA.
Gravado no Brasil e em Portugal, e após 8 anos de enorme sucesso, a banda regressa agora com o seu novo trabalho de título 'Doce Mel', que é marcado também pela mudança para a editora OVAÇÃO. Com músicas assinadas por Daniela Mercury, Guilherme Arantes, Jorge Ben, entre outros, o álbum estará disponível a partir do próximo dia 15 de Abril, e promete repetir e até ampliar os resultados obtidos nas anteriores edições. Este disco conta também com uma versão de “Ternura”, tema que sonoriza a telenovela “Duas Caras” em exibição neste momento na SIC. De realçar ainda uma nova gravação do grande êxito “Morango do Nordeste”.
Com arranjos musicais de Juninho Bahia, produção e agenciamento de Mário Jorge, os CANTA BAHIA têm já agendado dezenas de actuações em Portugal e por toda a Europa que, aliados a uma campanha de promoção aguerrida vão contribuir grandemente para consolidar o êxito deste novo CD.
Os CANTA BAHIA venderam até agora mais de 500,000 discos, caso absolutamente raro no mercado discográfico nacional pelo que, estamos certos, que abrem a esta nova edição perspectivas comerciais excepcionais.
A OVAÇÃO orgulha-se naturalmente de ter no seu catálogo este grande nome da música brasileira.


Canta Bahia Verão Total

Fernando Terra - Notícias

Treze temas compõem o mais novo disco de Fernando Terra, «Notícias», segundo álbum do cantor.
Neste seu novo registo discográfico, Fernando Terra aposta novamente numa sonoridade universal, acústica, com influências da Europa, África e América Latina.
A participação de artistas portugueses e brasileiros reforçam os elos culturais que ao longo da história foram se misturando e criando novas tendências não só musicais, mas poéticas, imaginativas e também de comportamento.
«Notícias» é um álbum que fala do quotidiano, das pessoas, felizes e infelizes, revoltadas, conformadas e satisfeitas, ricas e pobres, nativas e estrangeiras. É um trabalho que acompanha a melancolia e a saudade de forma fantástica. É a língua portuguesa, com a sua cultura e hábitos, que une povos distantes e dispares, estranhos e antagónicos, mas que no fundo da alma são iguais, semelhantes e próximos, tal como a música deste disco.
«Notícias» é a sociedade como ambiente comum e como um todo, com e sem as suas divisões sócio-económicas. Viver e sobreviver.
«Notícias», um disco cheio de criatividade, colorido e harmonioso, que para além de sua relevância como manifestação musical tradutora das múltiplas identidades culturais, apresenta-se como CD de inegável valor artístico e cultural. Absolutamente imprescindível
.

Vários - Clássicos da Rádio

Retratar os anos dourados da telefonia em Portugal, é o que pretende esta excelente antologia da Ovação, intitulada «Clássicos da Rádio».
Na música, entende-se por «clássicos» as canções que, anos ou até décadas depois de aparecerem, continuam, hoje, a ser (re)conhecidas, ouvidas e sobretudo admiradas.
Canções que, de alguma forma, marcaram a sua geração e continuam a despertar o genuíno interesse de gerações mais novas.
«Clássicos da Rádio» é uma compilação que propõe uma revisitação ao grande imaginário da música popular e ligeira portuguesa, na voz de alguns dos seus maiores representantes de sempre.
Os Cantores da Rádio servia também de título a uma série de canções portuguesas que, nesses tempos fantásticos em que a rádio era rainha, foram cantadas até à exaustão, provocando fortes emoções entre tantos os que as ouviam absorvendo as palavras, criando mitos imortais.
Neste trabalho reaviva-se a memória colectiva ao som de: Tony de Matos (Só Nós Dois); Tristão da Silva (Daquela Janela Virada P'ro Mar); António Calvário (Mocidade Mocidade); Alexandra (Zé Brasileiro de Braga); Maria da Fé (Até Que A Voz Me Doa); Trio Odemira (Anel de Noivado); José Cid (It's Snowing In New York) ou «Já Não Há Heróis» dos In Loco.
«Clássicos da Rádio» uma antologia que reúne 15 dos maiores êxitos de sempre de música portuguesa, do fado à música ligeira. Uma compilação histórica da Música Portuguesa, que poderá servir para dar a conhecer, particularmente às novas gerações, alguns dos mais belos clássicos do panorama nacional.

GIRA-DISCOS

Longe vão os tempos em que para se encontrar uma compilação, com músicas que marcaram várias gerações, muito se tinha que procurar. Nos tempos que correm o cenário alterou-se completamente. Existe actualmente uma oferta que excede largamente a procura e o gosto mais refinado ou exigente do consumidor. Por isso é frequente encontrar dezenas de compilações que anualmente inundam o nosso mercado, sendo a maioria delas de fraca qualidade, quer pelo conteúdo, quer pela escolha de reportório.
Felizmente que há compilações e compilações.
A compilação «Gira-Discos», é muito mais do que uma mera compilação. É antes de mais, uma antologia na verdadeira acepção da palavra, um registo, que pelo seu conteúdo, se revela de excepção. «Gira-Discos» é particularmente um extraordinário documento, histórico, verdadeiramente caracterizador de alguns dos caminhos trilhados pela música popular portuguesa, seja o fado ou a música de raiz tradicional, nas suas mais diversas vertentes.
Nela pode-se escutar canções emblemáticas para a história musical portuguesa do séc. XX, como «As Mãos» de Grupo Maranata; «Vendaval» de Tony de Matos; «Rainha Santa» de Alfredo Marceneiro; «O Meu Menino» de Luiz Goes»; «Chula de Paus» da Ronda dos 4 Caminhos» e aquela que é sem dúvida a maior valia desta compilação, «Balada Aleixo» pelo Orfeão Académico de Coimbra, tendo como solista o inesquecível José Afonso.
«Gira-Discos» mais de que uma antologia é um registo discográfico de prazenteira audição, um disco de pura reflexão e compreensão, daquilo que foi a época de ouro da música de raiz tradicional portuguesa, urbana ou campesina.
«Gira-Discos» uma antologia musical que é de facto um verdadeiro oásis, no actual panorama editorial de compilações nacionais

Nelson Ned - Romântico


Nascido em 1947, em Ubá, desde cedo que se interessou pela música. Nos anos 60 estreou-se, na cena musical, interpretando «Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda», de Lamartine Babo, mas o sucesso só viria com «Tamanho Não É Documento». Ainda nos anos sessenta, começou a apresentar-se nos palcos brasileiros e noutros países da América Latina, onde é extremamente popular.
Na década de 80 Portugal rendeu-se às suas canções. Quem não se lembra dos êxitos «Domingo À Tarde» ou «Ai Se As Flores Pudessem Falar». Milhares de discos e muitas dezenas de espectáculos confirmam a grande popularidade que este invulgar artista desfruta no nosso país.
Com repertório voltado para a música romântica, os seus concertos atraem multidões em estádios e teatros. Como compositor, já teve músicas gravadas por Moacir Franco, António Marcos, Agnaldo Timóteo e outros. Ganhou Discos de Ouro no Brasil e já se apresentou várias vezes no Carnegie Hall, em Nova York.

«Romântico» tem finalmente a sua edição em Portugal, pela Ovação. Totalmente interpretado em castelhano «Romântico», foi gravado originalmente em 1993 com o título «El Romântico de América», por muitos considerado o seu último grande disco romântico. Neste registo o grande cantor brasileiro interpreta alguns dos seus grandes sucessos em espanhol como por exemplo: «Una Aventura Más»; «Cuando Tu Me Quieras»; «Maria Elena» ou «Perfidia».
Sem dúvida um dos discos mais deslumbrantes deste fabuloso cantor de grandes talentos musicais.

Jorge Ferreira - O Melhor de...

Açoreano, nascido no concelho de Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel, Jorge Ferreira desde muito novo demonstrou interesse pela música e inscreveu-se na Filarmónica local, ainda no tempo da instrução primária. Já tocava alegremente o trompete e harmónica, quando emigra para a América. De início a sua vida conhece algumas dificuldades, mas mais tarde integra um grupo musical e em breve o seu nome circula por toda a parte. Eram os tempos dos serões dançantes nos clubes, salões de igrejas e arraiais e aos poucos a sua voz ganhava tempo e espaço no outro lado do Atlântico. Uma editora discográfica portuguesa de Fall River – HENDA RECORDS contrata-o para fazer três gravações em português. E assim nascia uma nova estrela.
Hoje o nome Jorge Ferreira é reconhecido como um dos mais queridos artistas portugueses da actualidade e aquele que mais saudades deixa por onde quer que passa.
A actividade de Jorge Ferreira não se restringe aos espectáculos. O tempo que lhe resta dedica-o ao seu estúdio de gravação equipado com a electrónica mais sofisticada do momento que lhe permite fazer as suas próprias gravações bem como as de outros artistas locais e de outros países. No seu brilhante reportório conta hoje com cerca de 40 discos gravados, destacando-se 24 premiados de disco de ouro, 14 platina, cerca de 600 canções da sua autoria e gravadas por si, assim como também dezenas de canções que fez para nomes como, Jose Ribeiro, Luis Manuel, Luis Filipe Reis, Tony Carreira, entre muitos outros. Já foi nomeado o homem do ano da cidade de Fall River, galardoado em Atlantic City como embaixador da música portuguesa, estimando-se em centenas de artistas e grupos musicais de língua portuguesa que cantam e gravam as suas canções.
«O Melhor de Jorge Ferreira», editado originalmente em 1993, é agora reeditado pela Ovação, trazendo de volta grandes êxitos comerciais, em Portugal e noutros países, como: «Deixei Meu Coração em Portugal»; «Cara Linda»; «Olha o Ladrão»; «Um Beijinho às Escondidas»; «Olhos Verdes»; entre tantas outras.
Um disco obrigatório, essencial no panorama da música popular portuguesa.

ADYA CLASSIC


Adya é um projecto musical do produtor e maestro belga Adriaan Van Landschoot.
Adrian Van Landschoot, depois de ter dirigido por três vezes os intérpretes holandeses (1) e belgas (2), no Festival da Eurovisão, decidiu há cerca de seis anos criar a sua própria orquestra, para interpretar de forma ligeira alguns dos maiores nomes da música erudita. Ou seja a diluição dos clássico em arranjos de «pop music», como uma forma de fazer chegar a música dos grandes compositores ao consumo de um público não familiarizado com o género - e que de outra forma não aceitaria a denominada chama «música erudita».
Neste seu Adya Classics podem-se escutar dezassete grandes clássicos que vão desde Bizet; Mozart; Offenbach; Verdi; Bach; Tchaikovsky; Haydn, Handel ou Brahms. O resultado foi simplesmente avassalador com Adya a conquistar vários galardões de platina e ouro em muitos países europeus.

Agora, com a Ovação, é chegada a vez de Portugal de escutar aquilo a que se convencionou chamar de «today's classic music».
Os Clássicos como você nunca antes os tinha ouvido.